147 Quatro por quatro

Um quarto com muitos livros, uns em cima dos outros. Estantes circulavam o quartinho, com livros e fotos e miscelânea em cima delas. Tinha um “varal” em baixo da estante, com pregadores cheios de post-its. Letras luminosas à esquerda do varal. Computador antigo em cima de uma bancada e um notebook grande do outro lado. Mais Livros. Um grande tapete escuro com duas cadeiras em cima. Algumas caixas de sapato no chão e alguns fios.
Dois estudam uma apostila e cronometram o tempo.
“(Passaria horas aqui.)”

Paredes roxas e piso de tacos. Um mural ao lado esquerdo da porta, um guarda-roupa branco e uma cômoda ao lado do último. Uma grande foto de festa de 15 anos em cima da cômoda e, no mural, várias fotos com várias pessoas diferentes. De frente a porta, uma outra cômoda e a cama, embaixo da janela. Tudo com um tom meio roxo e meio madeira. Da janela vê-se o quintal gramado com algumas pequenas árvores e flores. Se inclinar só um pouquinho é possível ver a piscina azul.
Dois estão perto da cabeceira da cama e um perto da beirada.
“(Vocês não podiam me olhar assim.)”

Porta de vidro e corredor extenso. Muitos jovens com camisas azuis-cinzas iguais. As paredes eram amareladas e na altura do parapeito tinham frases coladas com poesias sem fim. Chega uma rampa à esquerda do corredor, no sentido de quem vai contra a porta de vidro. A rampa tem suas “paredes” pintadas de vinho (contrasta muito com o amarelado). O chão é de concreto para pisos. As frases coladas continuam ao longo da rampa, mudando de cor, mas nunca de fonte. Ao final da rampa, algumas pilastras, com a metade superior amarela e a inferior, vinho. Outro corredor extenso.
Dois percorrem o caminho lendo as frases.
“(Eu sei.)”

Piso de tacos. Uma bancada branca com bordas marrons, um notebook em cima ligado a um fio ligado a um estabilizador no piso de tacos. A bateria só pode ser utilizada uma vez por semana, mas aquele não era o dia. Uma cadeira que gira e um taco protuberante no piso. Uma cama à esquerda da bancada, e um colchão à direita da cama, no chão. Cobertores de lã (ou algodão?) e travesseiros.
Um dorme sobre a cama e outro finge dormir sobre o colchão.
“(Por que você não faz alguma coisa?)”

Um comentário:

Anônimo disse...

ham?
Gosto de passar por aqui por que as coisas escritas são um mistério para mim.. muitos estão tão na cara, outros eu custo a desvendar, e tem aqueles que eu não peguei nadica.
Aqui eu só reconheci dois quartos, o da Meuri e o da Mona...... um olhar mais atento (não desisto enquanto não desvendo o misterio por completo!), reconheço o quarto do Chi e o corredor da biblioteca do CEFET.....
e se vc não quiser expor toda a solução, não precisa aceitar meu comentario, não! hsuashuashauhsa BJO da JUdas