109 O post #129 (no geral)

O POST #129: Eu fiquei bolando um grande post para o número #129 (meu número no Colégio Militar), mas protelei e nada acabou saindo. Mesmo porque comecei a escrever casos que vivi nesse meio tempo, para no fim reunir todos e montar um livro (inspirei-me no “Insustentável Leveza do Ser”, do Milan Kundera, que eu estou lendo – aliás, é muito bom!).

Escrevendo as histórias, percebi que escrever faz muito bem. Parece que, quando escritas, podemos analisar os fatos com mais calma, com mais racionalidade, nos perguntar o porquê disso ou daquilo, e chegar a conclusões que não imaginávamos.

Por exemplo, eu descobri que queria ser uma pessoa digna do respeito da Mona durante os tempos de Colégio – se ela estava zoando, pensava que algo certamente deveria estar errado. Descobri que a Juju é uma das pessoas que mais me conhece e que isso me assusta um pouco, embora me dê certeza de que uma das minhas amizades deu mais certo do que eu podia imaginar. Que eu não gostava tanto do ato de dormir em si na casa do Chi, mas sim das conversas que tivemos uma ou duas vezes – descobri que o Chi foi a primeira pessoa que eu pude falar coisas que não falava para ninguém, embora eu não seja o mesmo para ele. Que Arquitetura pode ser menos legal do que eu imaginei, porque sempre liguei Arquitetura com a Méuri e o mundo que ela sem querer (e sem saber, provavelmente) me apresentou: o blog, a música, um jeito meio alternativo de ser. Que às vezes eu faço demais pelos outros, eu me preocupo demais e que sou digno de ser chamado de “prestativo”. Descobri e estou descobrindo muitas coisas, que até caberiam, mas que não vão ser colocadas aqui agora.

Talvez descobrir não seja o termo certo, afinal, essas coisas podiam ser claras para um observador externo. Mas eu só as percebi, de fato, agora! É como quando você entende o assunto, mas ele ainda está meio “embaçado” na sua cabeça – aí vem aquela luz e você diz “ahmm...”. Por isso eu disse que descobri essas coisas todas.

Enfim, descobrir coisas sobre você é muito bom – mas também é ruim às vezes. Depois de escritas, as histórias e os sentimentos se tornam sólidos, parece, e isso pode ser meio decepcionante. Mas é um risco que vale a pena ser corrido. Eu realmente recomendo que você descubra mais sobre você.

Um comentário:

Juliana disse...

Escrever é sempre bom pra desafogar, nao é?

haha, estou lembrando aqui da época que vc começa a frase com "eu descobri" isso ou aquilo. hahaha q fase! eram coisas tao banais q eu fazia questao de ponderar: ah, vc descobriu?! hsahsuaahsua

=)


Conta sempre comigo, Pedro!