E se eu morresse?
Bem, se eu morresse, em primeiro lugar: não quero um velório. Odeio velórios, não vou a velórios, e, se pudesse, não iria nem ao meu. Não ao chororô e àquela socialização pela morte de uma pessoa em comum.
Quero uma festa. Uma super festa. Uh, toquem Lady GaGa! Ah, Beyoncé também. E para eu não parecer tão pop post-mortem, Fleetwood Mac, Keane, Rogue Traders, as melhores do Radiohead (afinal, I’m a creep) e, claro, Lily Allen. E depois voltem para GaGa.
Fique a vontade para um momento de leituras durante a festa. A vontade não, faça isso. Leia o PARADIGMAS mesmo (não você Méuri, eu quero que você escreva; e Juju, não tente escrever nada, eu quero que você leia). Falem várias coisas sobre mim, e contem várias coisas sobre vocês – afinal, dá quase que na mesma.
Eu quero minha bolinha de tênis comigo até o fim. Imprimam o PARADIGMAS e façam um mini livro. Como eu sou perfeccionista, eu deixo o manual de instruções. E se você tinha alguma declaração a fazer e não fez... Bem, eu posso tentar voltar de vez em quando. Ainda não sei como é o mecanismo no outro lado. E perdoem-me ladies, mas eu morri – e não curto necrofilia (mesmo depois de morto).
Tenho dúvidas sobre onde e como quero partir. Se forem me enterrar, me enterrem longe da minha casa (pelo amor de Deus, ok?), mas ainda não sei se quero ser cremado sabe? Uh, uh, ou jogado no mar! Imagina os comentários? “Pois é, o PF? Ele tinha cara de ter um enterro regular sabe; mas não, foi jogado no mar!”. (Eu pensei melhor: não me joguem no mar, porque eu vou ser lembrado pela eternidade de que eu não sei nadar!)
Tentem fazer as Reginas irem ao meu velório, ok? (e a GaGa e a Lily também.) Ah, Méuri, você fica incumbida de me vestir (eu me inspiro em você para comprar roupas). Chi, infelizmente eu não poderei mais dormir na sua casa (ok, isso é mais infelizmente para mim). Juju, fale das sextas na casa do Chi (toque “Somewhere Only We Know” ao fundo). Su, conte um caso detalhado sobre mim. A Marília organiza tudo porque ela é um modelo, não é? Mona, contenha-se: não espalhe meus apelidos na época de colégio. Thay, nada de espalhar minha verdadeira classe social! Sikita, Mariana Rosa e Camila, não falem que...
Não, não, são muitos avisos, não cabem aqui. Mas tem um principal. Chorem! Eu morri gente (hipoteticamente até agora)! Eu quero ver um pouco de lágrimas também, ok?
Ah, tenho um último recado importantíssimo. Se eu notar alguém na festa feliz porque eu parti, eu volto de onde eu estiver para retirar o filho da mãe da minha festa.
2 comentários:
O problema é que a questão não é se, é quando.
Vamos morrer, PF.
E esse dia tá cada dia mais perto.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKK
a Méuri disse tudo
ah, e se eu quiser escrever quero ver voce me impedir!!!!
PS:pelo menos eu sei nadar hsaushuas
Postar um comentário