Não, não, não. Definitivamente as festas passam e eu descubro que sou cada vez mais incapaz de socialização.
É tarefa difícil, socializar. Especialmente com as pessoas com quem se tem um contato diário, mas não tão íntimo assim. Fingir interesse, aquelas risadas sem ânimo, um olhando para a cara do outro e dizendo “ei, por que não compartilhar aquela coisa sem motivo que aconteceu ontem comigo?”.
Eu e o público que reside em mim estamos prontos para fazer comentários sórdidos. E depois de uns sorrisos amarelos, dormir pela chatice que se apresenta no palco. Mas somos uma platéia discreta: os comentários serão cochichados e talvez até batamos palmas para a apresentação, tudo isso tentando não constranger. Pois afinal, o que é a socialização se os pilares das normas de boa conduta não forem mantidos de pé?
E assim, várias peças vão passando, e poucas me entretêm. É até misantrópico. Mas é o que vai continuar acontecendo até a paciência encher, a coragem bater e eu finalmente dizer:
– Sério? Não tem como você ser mais desinteressante?
Um comentário:
ei p.f!!!
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