Problema: o (quase) x da questão
Viviam todos naquela matriz e criam piamente em seu determinante não-nulo. Por exemplo, se o dois cismava em virar z, os outros se somavam, multiplicavam e dividiam para ajudá-lo a se encontrar. Nem todos assumiam uma grande operação, mas nenhum queria a nulidade. Chegamos então ao nosso quase x da questão.
O quase x já foi par, já foi ímpar, sempre multiplicado, nunca dividido. Querendo atender a todos, fixou-se no meio da matriz. Contato teria com todos os números, e com eles poderia contar. Entretanto, a matriz já estava meio batida, meio natural – os outros números queriam complexidade agora: espiavam aqui e ali por novas matrizes que aguçassem o imaginário.
E o quase x? Bem, este continuou ali naquele centro, desdobrava-se para a diagonal principal, dava um help para a secundária e contato queria com todos lá dentro. Desdobrando-se tanto, viu que só ele era produto, fator comum, racionalizado. Começou a cansar. E teve então a idéia: criou o problema.
Virou x. Será que o restante perceberia? Queria ver quem se multiplicaria para resolvê-lo, quem era primo mesmo. Estava no centro, era interseção do grupo que ali a tempos se formara. Quem solucionaria aquela incógnita? Teria a matriz finalmente uma identidade?
|2 4 2|
|2 x 5| = ?
|1 4 1|
[EDIT] quando escrevi esse texto, fiquei uma semana sem ligar para nenhum conhecido, fiquei à espera de ligações. E, guess what? Uma ligação apenas, e de alguém que já sabia que eu faria isso durante os sete dias. Achei que teria que rever as amizades, apagar uns contatos, mas guess what again? Amizade não é feita de telefonemas. E guess what again again? Não morri ~ continuou tudo a mesma coisa. :)
2 comentários:
Amizades não são regadas a telefonemas; existem milhões de outras formas de cultivá-las.
Ainda bem que nao morreu. Sentiria sua falta.
cansei de deprimir por causa disso também. :/
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