VELHICE NA ADOLESCÊNCIA
Essa rara doença não é mais tão rara assim – o número de portadores, os old young people, cresce exponencialmente a cada ano.
A turma do Chaves quase acertou: existem jovens de oitenta e tantos anos, e velhos de apenas “dezesseis”. A velhice na adolescência já faz vítimas no mundo inteiro, e cada vez mais cedo. A doença é caracterizada por jovens que passam finais de semana dentro de casa e não saem para se divertir em bares ou em clubes noturnos.
Se você está na faixa de 14 a 25 anos e não gosta de sair muito, pode ser um dos old young people espalhados por aí. “O desânimo para a socialização alheia é um sintoma típico dos portadores”, conta a psicóloga Regina. “Esses jovens geralmente tem uma vida ativa na internet, possuem blogs e só saem com um grupo restrito de conhecidos; e as saídas consistem em jogar jogos, como Imagem & Ação ou ficar à toa na casa de um amigo”.
“Eu passei esse último fim de semana em casa”, diz P., portador da velhice precoce entrevistado pelo PARADIGMAS e que preferiu não se identificar. “Foi por opção”, completa. P., de 19 anos, conta que se descobriu um dos old young people após ficar “sobrando” em uma festa em que todos estavam acompanhados, menos ele. “Eu sobrei sim, mas também foi por opção”, diz ele; “cheguei em casa e, enquanto navegava na internet, descobri a doença e vi que todos os sintomas batiam”.
“Você se sente deslocado às vezes”. P. conta que, certa vez na faculdade, a turma combinou de ir ao Amarelinho, bar localizado na Savassi, em Belo Horizonte. “Eu realmente não sabia onde era o tal do Amarelinho. E todo mundo falava como se fosse natural! Perguntei a uma amiga próxima se ela queria ir, na esperança dela falar onde era o bar, mas ela me disse que já estava cansada de lá.” E P. ainda continua sem saber onde é o Amarelinho.
A velhice na adolescência atinge a vida social e até mesmo o vocabulário do portador. “Coisa parecida aconteceu quando eu ouvi a palavra ‘cipá’. Eu achei que era um insulto”. P. diz que agora sabe que “cipá” é uma gíria para “se der tempo”. Mas ele esclarece: “Eu não sabia mesmo. E olha que meu vocabulário de gírias é ‘supimpa’ heim!”.
*obs.: em nota à redação, P. afirmou que está a procura de tratamento: “Eu realmente quero me curar. Se alguém for na Swingers me chame, porque ouvi dizer que a cura está lá.”
2 comentários:
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
KKKKKKKKKKKKKKKK
KKKK
KK
ufa, agora eu posso ler!
ja to a uma hora rindo!
hsuahsuahushaushahsuhasa
q materia supimpa meu!
HSUAHSAHSUAHSHAHSUAHUSHAUSA
agora, mudando de assunto - ou nem tanto:
swinguers sabado???
;DDDDD
PS: sera q eu sofro do old young people??? oO
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